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Sexta-feira, 19.05.17 às 00:00 / Atualizado em 18.05.17 às 23:39

No olho do furacão, Temer diz que fica

Vinícius Marques e Rodrigo Lima
Marcos Corrêa/PR Presidente Temer - 19052017
O presidente Temer durante pronunciamento nesta quinta, 18, sobre acusação de que teria dado aval para comprar o silêncio de Eduardo Cunha: “Não renunciarei, repito, não renunciarei. Sei o que fiz, e sei da correção dos meus atos”

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Marcos Corrêa/PR Presidente Temer - 19052017
O presidente Temer durante pronunciamento nesta quinta, 18, sobre acusação de que teria dado aval para comprar o silêncio de Eduardo Cunha: “Não renunciarei, repito, não renunciarei. Sei o que fiz, e sei da correção dos meus atos”

Quase 24 horas depois de ter sido acusado de “comprar” o silêncio de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato, o presidente Michel Temer (PMDB-SP) rejeitou a hipótese de renúncia e tenta manter apoio de aliados diante do furacão no qual se transformou seu governo. Temer foi gravado pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, no Palácio do Jaburu, na noite de 7 de março. O ministro da Lava Jato, Edson Fachin determinou nesta quinta-feira, 18, abertura de inquérito para apurar a conduta de Temer. No Congresso, foram protocolados oito pedidos de abertura de processo de impeachment.

Partidos aliados, como o PSDB, chegaram a deixar em aberto a permanência no governo. O ministro de Cidades, Bruno Araújo, que é tucano, chegou a anunciar que sairia do cargo. A gravação que colocou Temer como investigado na Lava Jato (veja trechos no quadro ao lado) tem cerca de 40 minutos. O teor apontado como comprometedor é o momento em que Batista diz que Cunha teria “cobrado muito” e que ele estava bem com Cunha. “Tem de manter isso aí, viu”, respondeu o presidente. Depois, o empresário prosseguiu: “todo mês”.

A conversa revela ainda que Joesley estava “segurando juízes”. Temer diz “ótimo”. Antes de o STF divulgar a delação e os áudios, Temer fez pronunciamento e afirmou que não iria renunciar. Ele negou ter mandado “comprar” o silêncio de Cunha. O marqueteiro de Temer, Elsinho Mouco, que é de Rio Preto, participou de reuniões ao longo da tarde, nos preparativos para o pronunciamento. Temer disse que a gravação foi “clandestina”. 

“Em nenhum momento autorizei que pagassem a quem quer que seja que ficasse calado. Não comprei o silêncio de ninguém. Nada tenho a esconder”, afirmou o presidente. “Não renunciarei, repito, não renunciarei. Sei o que fiz, e sei da correção dos meus atos. Meu compromisso é com o Brasil, e é só esse compromisso que me guiará. Essa situação de dúvida não pode persistir por muito tempo. Exijo investigação plena e muito rápida”, prosseguiu Temer. Até o fechamento desta edição, partidos aliados seguiam com rachas internos sobre ficar ou deixar o governo (leia mais abaixo). Protestos contra Temer foram realizados nas principais capitais do País.

Aloysio

O senador licenciado Aloysio Nunes (PSDB), ministro das Relações Exteriores de Temer, informou, por meio da assessoria, que irá permanecer no governo. A assessoria negou informação da “Folha de S.Paulo” de que ele teria entregado carta de demissão a Temer. Aloysio também defendeu Aécio Neves, de quem foi candidato a vice-presidente em 2014.

O prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (PMDB), defendeu o presidente. “Eu quero ouvir as gravações. Estou há três horas voando (ele regressou na noite desta quinta de Brasília). Sou um torcedor do Brasil para que o Temer possa levar a cabo as reformas que estão na agenda política e econômica do País”, afirmou.

(Com Agência Estado)

 

 

Beth Sahão e Itamar Borges - 19052017 A deputada petista Beth Sahão (esp.) defende eleições já; Colega de partido de Temer, Itamar (dir.) defende o governo

Crise em Brasília divide políticos da região

A crise política que colocou o governo do presidente Michel Temer (PMDB) na corda bamba divide os deputados da região. Enquanto aqueles de partidos ligados ao presidente defenderam a permanência do peemedebista no cargo, a oposição, no caso o PT, afirma que o País deveria convocar eleições diretas, por meio de emenda constitucional. Companheiro de partido de Temer, o deputado estadual Itamar Borges, de Santa Fé do Sul, defendeu o governo.

“Neste momento é preciso pensar e agir com tranquilidade. Continuar o trabalho por um Brasil melhor para todos os brasileiros, com respeito à democracia e à liberdade de imprensa e uma ampla e célere investigação dos fatos divulgados”, informou Itamar. Para o deputado João Paulo Rillo (PT), porém, a crise é “insustentável”. “A única coisa que pode retomar o Pais é o voto popular, com eleição direta”, disse. 

Beth Sahão (PT), de Catanduva, também defendeu eleição. “Aqui temos de fazer pedido, que tem de ir para as ruas. Temos de pedir diretas já. Após a gravidade dessas denúncias que condições políticas e administrativas esse governo tem? A fragilidade é muito grande”, disse ela, da tribuna da Assembleia Legislativa de SP. O deputado federal Sinval Malheiros (PODE, ex-PTN), afirmou que o partido rompeu com o governo de Michel Temer. O partido tem 13 deputados.

“Foi uma bomba que caiu aqui em Brasília. Ficamos perplexo e preocupados com o País”, afirmou Malheiros sobre as acusações contra o presidente do PMDB. “O Podemos decidiu deixar a base do governo. Ficou claro que Temer não tem condições políticas de governar o Brasil”, afirmou Sinval, que é de Catanduva. O deputado estadual Orlando Bolçone (PSB) disse que a crise é grave, mas amenizou o tom. “Vamos analisar nos próximos dias se ele consegue manter a base no Congresso. Se não conseguir, ficará em situação difícil”, disse.

O deputado federal licenciado Rodrigo Garcia (DEM) seguiu a mesma linha. “A hora é de aguardar a consistência e confirmação dos fatos, que são graves. Impõe-se que os desdobramentos sigam rigorosamente os ditames constitucionais”, disse. O Diário tentou contato com outros deputados estaduais e federais ao longo desta quinta-feira, 18. Políticos do PSDB, partido da base de Temer, não retornaram os recados. Foi o caso dos estaduais Vaz de Lima, Carlão Pignatari e Marcos Vinholi. O deputado federal Fausto Pinato (PP), que também faz parte da base de Temer em Brasília, não foi localizado.

 

Arte - trecho da conversa de temer com jbs - 19052017 clique na imagem para ampliar

Governo contém debandada

O presidente Michel Temer conseguiu conter, ao menos no primeiro momento após virem à tona as delações da JBS, uma debandada da base aliada. Para ganhar tempo, os principais partidos condicionaram a saída do governo à uma avaliação do conteúdo do áudio gravado pelo empresário Joesley Batista. Por enquanto, apenas o PPS e o Podemos (antigo PTN) anunciaram oficialmente o rompimento com o Palácio do Planalto. No PPS, Roberto Freire deixou o Ministério da Cultura, mas o seu colega Raul Jungmann optou por permanecer à frente do Ministério da Defesa.

Principal aliado do governo, o PSDB rachou e deu diversos sinais durante o dia de que iria desembarcar da base aliada de Temer. Deputados tucanos chegaram a protocolar um pedido de impeachment contra o peemedebista na Câmara. Dois dos quatro ministros do partido - Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Bruno Araújo (Cidades) - teriam até elaborado suas cartas de demissão. A cúpula do partido, no entanto, atuou para que os ministros permanecessem nos cargos. Segundo o líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (PSDB-SC), o partido preferiu não tomar uma decisão antes de esclarecer os fatos com Temer. 

O presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), disse que a ideia é que os principais partidos da base decidam juntos se vão ou não deixar o governo. “Nós temos de agir com parcimônia e com responsabilidade, observando o interesse do País, sem descuidar das acusações e dos fatos, que são graves”, disse. Em nota, o PR afirmou que reitera a sua “confiança no trabalho” de Temer e que não baseava a sua permanência no governo em notícias de investigações em curso.

 

 

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