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Sexta-feira, 21.04.17 às 00:00 / Atualizado em 20.04.17 às 23:08

‘Não pedi dinheiro para ninguém’, afirma Rodrigo sobre Odebrecht

Vinícius Marques
Vinícius Marques Rodrigo Garcia e Edinho Araújo - 21042017
Rodrigo na Swift com Edinho e o ministro da Educação nesta 5ª

Alvo de inquérito no STF por causa de delações de ex-executivos da Odebrecht que o acusam de ter recebido R$ 200 mil de caixa 2 para campanha eleitoral de 2010, o deputado federal licenciado e secretário estadual de Habitação, Rodrigo Garcia (DEM), afirmou que nunca pediu dinheiro à empreiteira. De acordo com ele, a delação premiada não pode ser “levada como verdade absoluta”.

“Já afirmei que são falsas essas afirmações feitas pelo delator. O inquérito vai provar isso, o que me dá total tranquilidade. Através dos meus advogados, pedi para acelerar este inquérito, me colocando à disposição para ir a Brasília e prestar depoimento o mais rápido possível. É importante que a gente respeite todo direito de defesa”, afirmou Rodrigo, durante visita a Rio Preto nesta quinta-feira, 20.

O ministro Edson Fachin, relator dos processos da Lava Lato no STF, determinou que a Polícia Federal investigue as denúncias contra o secretário. O ex-diretor financeiro da Odebrecht Carlos Armando Paschoal disse que conversou pessoalmente com Rodrigo Garcia sobre o caixa 2 e que ele teria reclamado do valor, que seria “pouco”. Rodrigo nega. “Não pedi. É uma coisa que não tem pé nem cabeça. Acho que agora as mentiras vão sendo desmascaradas ponto a ponto. Estou tranquilo, sereno, e querendo agilizar essa apuração”, afirmou.

Ele disse que o relator não deixa claro quem teria pedido o recurso. A Procuradoria Geral da República apontou que Rodrigo Garcia teria cometido crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral - omissão de gastos de campanha, também tratado como falsidade ideológica eleitoral. “Nunca ninguém foi condenado no Brasil por isso”, afirmou. Rodrigo disse ainda que não existe “tipificação” penal para caixa 2.

Deputado federal licenciado, Rodrigo também disse que não sente confortável com o foro privilegiado. “O foro privilegiado atrapalha. Torna as investigações lentas”, afirmou. Ele disse que o fim do foro privilegiado vai “passar” no Congresso, sem estipular data para isso.

Tem mais

Além de Rodrigo, há mais dois políticos da cidade na lista de Fachin. Outro inquérito apura suposto repasse ilegal de R$ 500 mil para campanha do senador licenciado Aloysio Nunes (PSDB). Também há pedido de inquérito sobre repasse de R$ 500 que teria sido destinado à campanha do deputado estadual João Paulo Rillo (PT), em 2012, a prefeito de Rio Preto.

 

 

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