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Quinta-feira, 05.10.17 às 00:00 / Atualizado em 04.10.17 às 22:37

Battisti é detido ao tentar deixar o Brasil pela Bolívia

Da Redação e Agência Estado
Reprodução Jornal com Cesare Battisti na manchete - 05102017
O Diário chegou a noticiar em fevereiro deste ano que Cesare Battisti estava morando em Rio Preto

O ex-ativista italiano Cesare Battisti foi detido nesta quarta-feira, 4, em Corumbá (MS), quando tentava deixar o País pela Bolívia, sob acusação de evasão de divisas. Condenado a prisão perpétua pela Justiça italiana por quatro assassinatos, Battisti estava morando em Rio Preto, conforme revelado pelo Diário da Região em fevereiro deste ano.

A detenção, segundo avaliação de interlocutores do presidente Michel Temer, pode "abrir uma porta" para que o ex-ativista, autorizado a permanecer no Brasil desde 2010, seja extraditado ao seu país de origem.

Battisti foi interceptado por autoridades brasileiras quando tentava cruzar a fronteira terrestre em um táxi boliviano. Ele tinha em seu poder US$ 5 mil e ¤ 3 mil em espécie - o equivalente a R$ 26,7 mil em valores do câmbio de ontem, valor acima do limite de R$ 10 mil permitidos para deixar o Brasil sem a necessidade de declarar à Receita Federal.

Em nota conjunta na noite desta quarta-feira, 3, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal afirmaram que Battisti estava prestando esclarecimentos. O texto informou que inicialmente o ex-ativista estava em um carro particular, acompanhado de um motorista e um advogado, quando foi parado pela PRF em uma blitz de região de fronteira.

Identificado, Battisti disse que ia pescar e foi liberado. A nota relatou que, por se tratar de região entre os dois países, os policiais federais fizeram o acompanhamento do veículo até a fronteira. "O estrangeiro foi detido no momento em que tentava sair do Brasil em um táxi boliviano." Battisti e os outros dois foram detidos em flagrante e a PF aguarda uma decisão judicial para mantê-los presos. A Procuradoria-Geral da República poderá apresentar denúncia contra Battisti.

Polêmica

Condenado na Itália à prisão perpétua pelos assassinatos de quatro pessoas ocorridos entre os anos de 1977 e 1979, quando fazia parte do grupo Proletários Armados para o Comunismo, Battisti vive no Brasil desde 2007 após tentar refúgio em diversos países.

Em 2009, o Supremo Tribunal Federal autorizou a extradição para a Itália, mas ressalvou que a decisão final sobre o assunto cabia ao presidente da República. Em 31 de dezembro de 2010, em um dos últimos atos de seu governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou a permanência de Battisti no Brasil.

Em fevereiro deste ano, reportagem publicada pelo Diário informava que o ex-militante comunista levava uma vida pacata a poucos metros da delegacia da Polícia Federal. Ele estava há pouco mais de uma mês na cidade, morando numa casa simples no Jardim Municipal e já teria sido atendido pela UBS do Jardim Americano.

Em setembro deste ano, no entanto, o governo italiano pediu ao Brasil que revisse a decisão de Lula e extradite o ex-ativista. Esse pedido é feito em um novo contexto. Ao contrário dos ex-presidentes petistas, Temer não vê com simpatia a presença de Battisti no País.

Ainda quando estava na Vice-Presidência, Temer se reuniu com o então presidente italiano Giorgio Napolitano para tentar contornar o mal-estar criado pela decisão de Lula. Naquela época, abriu-se um fórum de discussão sobre o assunto com representante dos dois países.

Fuga

Por esse motivo, autoridades do governo brasileiro acreditam que Battisti estava tentando buscar refúgio na Bolívia do presidente Evo Morales. A avaliação de interlocutores do presidente é de que agora, com a detenção e a acusação de evasão de divisas, a situação de Battisti poderá ser revista por Temer, uma vez que "uma porta foi aberta para que ele seja extraditado".

O advogado Igor Tamasauskas, responsável pela defesa de Battisti, afirmou que ontem mesmo anexou notícias sobre a prisão aos autos do habeas corpus impetrado na semana passada, no STF, com o objetivo de evitar uma eventual extradição do ativista. "A defesa ainda está tentando entender o que exatamente aconteceu", disse.

 

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