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Quarta-feira, 13.09.17 às 00:00 / Atualizado em 12.09.17 às 22:06

Inadimplência em alta na região de Rio Preto

Liza Mirella
Isabela Menezes Lucinei Aparecida Piveta - 13092017
Lucinei Aparecida Piveta é uma das que já conseguiram começar a quitar as dívidas

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Isabela Menezes Lucinei Aparecida Piveta - 13092017
Lucinei Aparecida Piveta é uma das que já conseguiram começar a quitar as dívidas

A inadimplência na região administrativa de Rio Preto atingiu o maior índice deste ano em julho. Levantamento da Boa Vista SCPC mostra que o indicador ficou em 3,84% em 96 municípios, superando o registrado no Estado de São Paulo, que foi -3,5%. No ano de 2017, o acumulado está em 6,5% e, no período de 12 meses, estável em 0,1%.

A trajetória do indicador que mostra a dificuldade do consumidor em honrar os compromissos firmados no mercado estava em tendência de queda na RA de Rio Preto entre janeiro e abril. Em maio, mudou a curva e passou a subir, começando com 0,15%. Em junho, passou a 1,22% e, em julho, chegou a 3,84%.

Ao mesmo tempo, a recuperação de crédito – que mostra o número de pessoas que estão acertando as contas em atraso – também tem crescido. Em julho, houve alta de 14,4%, o que leva a um acumulado no ano de 5,6% e, no período de 12 meses, -0,5%. Os números são maiores do que o registrado no Estado, que registrou aumento de 7% em julho, mas acumula resultado negativo de 5,2% no ano e de 0,7% em 12 meses.

O economista Hipólito Martins Filho explica que os sinais de recuperação que tem sido dados pela economia brasileira ajudam a explicar o aumento da procura por fazer o pagamento de dívidas. Os juros estão em queda, a inflação baixa e o desemprego começa a cair, ainda que lentamente, e houve injeção de dinheiro na economia com a liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). “Isso tudo fez com que as pessoas pagassem parte das dívidas”, explicou.

Mas, por outro lado, como essa recuperação ainda é discreta, a inadimplência está em alta porque as pessoas têm de escolher qual conta pagar. “Ainda não há segurança sobre o emprego. Como as contratações sobem e descem, muita gente quando contratado faz compras, mas chega uma hora em que não consegue pagar. E tem muita gente ainda fora do mercado de trabalho”, afirma o economista.

É o caso de Maria do Carmo Oliva, que está desempregada há cinco meses. Ela conta que tem várias dívidas e está com o nome sujo. Não consegue pagar porque está usando o valor do seguro desemprego apenas para se manter. “Assim que conseguir um trabalho pretendo regularizar minha situação”.

 

Maria do Carmo Oliva - 13092017 Maria do Carmo Oliva está desempregada e não consegue resolver as contas em atraso

Rio Preto

Em Rio Preto, em julho, a inadimplência se manteve estável na comparação com junho, mas cresceu 6,9% no ano e 4,4% em 12 meses. A boa notícia é que a recuperação também cresceu, 6,5% no ano e 15,2% em 12 meses, mas caiu 0,6% em julho.

Para o economista da Boa Vista SCPC, Yan Cattani, não se trata de uma crise para o mercado de Rio Preto o movimento de alta da inadimplência. Ao contrário, indica que está havendo uma recuperação do consumo em função de o crédito estar muito restrito no ano passado. “Se a recuperação estivesse caindo, aí seria um indício de problema.”

A dona de casa Lucinei Aparecida Piveta é uma das que já conseguiu começar a quitar as dívidas que estavam em atraso depois de negociar com o credor. “Procurei a empresa para negociar e pedi para abaixar um pouco os juros pois só assim seria possível pagar”.

No Lojão do Brás, segundo a gerente Kely Jaqueline Souza Porto, a inadimplência é um problema nas compras feitas com o cartão da loja, o que acaba impedindo que o consumidor faça novas compras. Mas, há consumidores que também procuram a loja para tentar resolver a situação. “Quando os clientes nos procuram em busca de regularização, tentamos fazer um acordo com o parcelamento da dívida”, afirma.

(colaboraram Isabela Menezes e Larissa Lima)

Dicas para equilibrar as finanças

  • O primeiro passo, antes de mesmo de estabelecer um planejamento para quitar as dívidas em atraso, é refletir sobre os hábitos que levaram a pessoa a chegar nessa situação. Para isso, é importante fazer um diagnóstico financeiro
  • Anotar durante 30 dias todos os gastos que tiver, separando por tipo de despesa. Isso inclui gastos “pequenos”, que podem até ser considerado menos importantes
  • Relacionar, no mínimo, três sonhos: um de curto (até um ano), um de médio (de um a dez anos) e outro de longo (acima de dez anos) prazo. Um deles deve ser o de sair das dívidas
  • Com os números em mãos, saber quais gastos poderá diminuir ou até eliminar para poder poupar, mensalmente, para sair das dívidas sem fazer outra
  • Aplicar esse dinheiro em um investimento que seja coerente ao tipo de objetivo e ao perfil do investidor
  • Colocar na ponta do lápis todas as dívidas, separando as de serviços e produtos de necessidade básica que não podem ser cortados e as que sofrem juros mais altos, que têm prioridade de pagamento
  • Pagar a dívida quando se tem condições de fazer isso. Portanto, procurar o credor quando já souber quanto terá disponível mensalmente para pagar e, então, poder negociar

Fonte – Reinaldo Domingos, educador financeiro

 

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