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Sexta-feira, 13.10.17 às 08:30

Os efeitos do horário de verão sobre a obra 'The Clock'

Pedro Rocha, especial para AE - AE
"É um caso de vida interferindo na arte", diz o artista suíço-americano Christian Marclay sobre os efeitos que sua videoinstalação, "The Clock", vai sofrer com a mudança para o horário de verão no Brasil neste final de semana. Em exibição na recém-inaugurada nova sede do Instituto Moreira Sales, na Paulista, a obra é um recorte de várias cenas do cinema, sempre com um relógio à mostra, que totaliza 24 horas de duração. A projeção fica disponível em datas selecionadas a partir das 10h até as 20h do dia seguinte, período em que qualquer visitante pode conferir a instalação no IMS. Por isso, na virada deste sábado, 14, para domingo, 15, quando estará em exibição, a obra também sofrerá o salto de uma hora. "Já havia acontecido em outra ocasião. O computador interno pula uma hora sem problemas", explica o artista em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, por e-mail. Por segurança, porém, um técnico estará de plantão caso algo dê errado. "Os visitantes perderão uma hora, você terá que voltar na semana seguinte para vivenciar o período entre meia-noite e uma da manhã." Marclay não fica triste com a interferência. "Faz parte de The Clock. Permite que sua agenda e sua vida se tornem parte do trabalho. Você se torna um ator." O relógio de cada uma das cenas, recortadas para a videoinstalação, mostra, exatamente, o horário real. Ideia antiga de Marclay, a montagem do filme demorou três anos para ser finalizada, até sua estreia na galeria White Cube, em Londres, em 2010. Desde essa época, já rodou o mundo em 25 exibições, passando por museus como o Centre Pompidou, em Paris, e o MoMA, em Nova York. Após a projeção deste sábado, o IMS ainda vai exibir as 24 horas de The Clock por mais cinco vezes, em 21 e 28 de outubro e em 4, 11 e 18 de novembro. Depois de São Paulo, "The Clock" segue ainda para Tel-Aviv e vai, na sequência, para o Tate Modern, retornando a Londres. Por mais fascinante que seja a obra para o visitante, o artista não recomenda "maratonas" de "The Clock". "Não é uma prova de resistência. Eu prefiro que as pessoas venham em diferentes vezes e negociem sua própria agenda com The Clock", explica ainda Marclay. Não por acaso, toda a instalação tem uma disposição de sofás que difere do cinema, com mais espaço para circulação. "Diferentemente de um filme tradicional, você pode entrar e sair quando quiser e ficar por quanto tempo desejar, mas eventualmente a vida real vai tirar você dali", afirma. "The Clock é sempre um lembrete de quão atrasado você está para o seu próximo compromisso." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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