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Quarta-feira, 04.10.17 às 00:00 / Atualizado em 03.10.17 às 18:47

A Estação da Luz lança segundo disco

Beto Carlomagno
Fabio Matta/Divulgação Banda A Estação da Luz  - 04102017
A banda descreve o processo de composição como algo livre e sem pressão

Depois de cinco anos de espera, os fãs da banda rio-pretense A Estação da Luz já podem ouvir o segundo álbum deles, apropriadamente intitulado O Segundo. Lançado nas plataformas digitais na última sexta-feira, 29 de setembro, o trabalho é, ao mesmo tempo, fiel ao estilo conhecido do grupo e um avanço proporcionado pela experiência e entrosamento ganhos durante esse período que separa esse trabalho do primeiro, lançado em 2012.

“A diferença entre o primeiro e o segundo talvez seja o amadurecimento da banda, mas a linha de composição e criação é a mesma. O que muda é que a banda, com o passar dos anos, amadurece. Depois das viagens, dos shows, tudo isso vai influenciando. A gente foi ficando cada vez mais entrosados. Tudo influencia na composição. O que faremos para a turnê desse disco novo com certeza vai influenciar o terceiro trabalho”, compara Junior Muelas, voz e bateria d’A Estação da Luz.

A banda ainda conta com Renata Ortunho (vocal e percussão), Cristhiano Carvalho (guitarra e voz), Alberto Sabella (sintetizadores e voz) e Vagner Siqueira (contrabaixo). Com nove faixas, O Segundo é um reflexo do que a banda quer transmitir para seu público, um trabalho que permanece dentro das referências clássicas da música dos anos 1960 e 1970 para a construção de uma discografia que acompanhe o estilo da banda ao mesmo tempo em que se mantém honesto ao processo criativo livre que eles seguem desde o início, afirma Junior.

“Mantivemos o mesmo procedimento de composição do primeiro disco. São composições de vários integrantes da banda, mas os arranjos acabam sendo feitos juntos. No caso desse segundo disco, mantivemos a ideia do primeiro, com um som bem sincero, não tentamos fazer um som que venda ou que esteja fazendo sucesso momento. Do jeito que a música flui, a gente deixa, não tentamos deixar o som mais pop ou vendável.”

A melhor maneira para descrever o processo de criação, segundo Junior, é liberdade. “Nosso sistema de criação é muito livre, fazemos muitas jam sessions nos ensaios porque isso tem tudo a ver com as nossas influências, bandas dos anos 60 e 70, que seguem essa linha de composição”, diz. O afinamento do trabalho também foi beneficiado pelo tempo de trabalho nas canções. Com as músicas prontas, A Estação da Luz foi incluindo essas novidades nos repertórios dos seus shows, possibilitando uma análise e algumas mutações.

Unidade

Uma preocupação da banda durante o processo de criação deste novo disco foi entregar um trabalho que soasse como uma obra completa, e não uma coletânea. “Deixamos fluir como estiver rolando no momento (da composição), mas depois peneiramos. O disco tem nove músicas, mas quando começamos a grava tinha 13. O que fizemos foi selecionar aquelas que têm mais ligação com as outras para o álbum ganhar um sentido”, explica.

Além de sonoridade e temáticas, para Junior, outro fator que contribuiu para essa unidade é o processo de gravação de uma só vez. “Entramos no estúdio para gravar tudo e isso gera foco. Não que o disco fique ruim quando gravado em várias sessões separadas por meses, cada banda trabalha de uma forma, mas para a gente, isso ajuda.”

Referências

As músicas dos anos 50, 60 e 70 de todo o mundo permanecem como forte referência no trabalho d’A Estação da Luz, mas os sons brasileiros dessas mesmas décadas têm se tornado cada vez mais fortes no trabalho da banda, afirma Junior.

“Temos muita influência de Clube da Esquina, Sérgio Sampaio, Mutantes, Secos e Molhados. MPB, rock, influência da música no geral desse período. Não há uma fonte específica de estilo, abrangemos tudo. E também nunca tivemos a preocupação de ficar amarrados a isso. Não é porque algo que criamos não soa como uma música dessa época que vamos gravar de novo e descartar. Não procuramos soar como uma banda dos anos 60 e 70, é algo bem natural nosso.”

Sem pressa para lançar

Apesar de nunca terem colocado um prazo para o lançamento do segundo álbum, a banda A Estação da Luz também se viu obrigada a atrasar um pouco o processo por alguns fatores. O primeiro deles, segundo Junior, é o fato de que todos os integrantes da banda são músicos que vivem de música. “Temos projetos paralelos, então não dá para focar só na Estação da Luz.”

Outra questão estava ligada ao formato do lançamento do álbum. Com a queda na venda de discos físicos, o investimento de selos em novas bandas fica menor. “No final das contas, resolvemos lançar logo a versão digital par anão deixar o disco pronto parado. Mas ainda pretendemos fazer uma versão física, talvez no início do ano que vem, quando fluir. O importante é ter lançado e as pessoas estarem ouvindo”, pondera Junior.

E essa é uma das grandes vantagens dos formatos digitais, a difusão é rápida, garante Junior. “Lançamos o disco na sexta-feira e já tem gente ouvindo em todo o Brasil e até fora. Antigamente, estaríamos engatinhando ainda até distribuí-lo.”

 

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