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Quarta-feira, 07.12.16 às 00:00 / Atualizado em 07.12.16 às 00:00

Mãe de Criolo participa de bate-papo sobre literatura

Francine Moreno
Divulgação Maria Vilani - 07122016
Maria Vilani, mãe do cultuado rapper Criolo, começou a cursar o ensino médio aos 40 anos. Hoje é pós-graduada em filosofia e especialista em literatura e semiótica, tem diversos livros lançados e comanda projetos na periferia de São Paulo

A mãe do rapper Criolo, Maria Vilani, vem a Rio Preto nesta quarta-feira, 7, participar do projeto Bagagem Literária, do Sesc, iniciativa em que um convidado apresenta obras fundamentais da sua trajetória leitora ao público, que, no final, poderá escolher uma para ler em casa. Formada em filosofia e pedagogia e pós-graduada em filosofia clínica e especialista em língua, literatura e semiótica, a poeta cearense bate papo com o público a partir 20h, na biblioteca da unidade. Professora e ativista cultural, Maria Vilani lançou no ano passado o livro Penteando a vida, uma coletânea de 70 poesias inéditas produzidas entre 1985 e 2015.

A publicação faz homenagem às mulheres e aborda temas como o papel da mulher na sociedade. Para fazer o lançamento, ela recorreu a uma campanha de financiamento coletivo e conseguiu captar o valor pedido: R$ 15 mil. Aos 66 anos, Maria Vilani é também autora de mais três títulos: Cinco contos sem desconto e de quebra dois poemas, O Reino de Roselândia e Varal. Ela ainda participou de coletâneas como Poetas brasileiros de hoje, Todas as formas de amar, Volta ao mundo em 13 escolas e IstoÉ... Escola!. Hoje, Maria está à frente de vários projetos sociais que envolvem literatura, escrita e música.

Em 1990, foi responsável pela fundação do Caps, Centro de Artes e Promoção Social, e em 2008 idealizou o Mocap, Movimento Pela Cidadania Artística da Periferia. Natural de Fortaleza e com poucas possibilidades de acesso aos estudos, trabalhou como empregada doméstica. Veio para São Paulo há 40 anos para fugir da seca e da fome e buscar emprego. Na capital paulista, dividiu a rotina do lar e a criação das crianças. Só aos 40 anos Maria Vilani cursou o ensino médio, ao lado do próprio filho Criolo, na época com 14 anos, até conseguir cursar a faculdade de Filosofia.

No Facebook, ela mantém a página Maria Vilani (www.facebook.com/mariavilani.escritora), onde interage com o público e por onde respondeu às perguntas da reportagem. Em Rio Preto, Maria escreve que pretende compartilhar toda sua bagagem literária e vivências. “O principal objetivo do encontro é o próprio encontro e as trocas.” A mãe do consagrado rapper Criolo, que já declarou ter na mãe uma referência intelectual, afirma que está feliz por viajar e dividir informações com outras pessoas. “Gosto de conhecer outras formas de pensar e de me relacionar com outras pessoas, pois isso me fortalece. As viagens propiciam esses encontros. A possibilidade de uma viagem para o interior de São Paulo me deixa sempre muito curiosa em relação às pessoas”, diz.

Exemplo de força e luta, Maria fala que muitas mulheres foram exemplo para ela, mas não cita nomes. Afirma que estudar aos 40 anos não foi uma tarefa fácil. “Estudar é muito difícil, principalmente quando se tem de conciliar a própria formação, a do marido e dos filhos.” Atualmente, a escritora celebra a fase de ativista cultural. “Conciliar a própria vida, os afazeres e o trabalho social voluntário é muito trabalhoso, mas é muito prazeroso.” Conhecida por contribuir para a transformação do Grajaú em referência cultural de periferia em São Paulo, onde mora e mantém suas atividades, Maria também encheu a casa de referências culturais.

Em várias entrevistas, o filho famoso afirma que a mãe é um exemplo de vida. Mãe de outros quatro filhos e casada com Cleon Gomes, ela afirma que “ser mão do Criolo é como ser mãe do Clayton, Maria Aparecida, Cleane e Cleon Júnior. Muito bom.” A atividade do Sesc é denominada Ainda Há Tempo, título do primeiro trabalho de Criolo, que celebrou 10 anos de carreira em 2016. Em junho, Criolo falou com a reportagem sobre o trabalho. No entanto, Maria Vilani afirma que o nome da atividade não tem ligação com o disco do filho. “É apenas coincidência.”

Serviço

  • Bate-papo com Maria Vilani. Nesta quarta-feira, 7, às 20h, na Biblioteca do Sesc. Gratuito. 30 vagas. Informações: (17) 3216-9300

 

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