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Terça-feira, 03.10.17 às 00:00 / Atualizado em 02.10.17 às 17:57

A Menina Índigo estreia em 12 de outubro nos cinemas

Francine Moreno
Divulgação Murilo Rosa, Fernanda Machado e Letícia Braga - 03102017
Murilo Rosa, Fernanda Machado e Letícia Braga estrelam o longa

Você já ouviu falar das crianças índigos, também chamadas de crianças azuis? Elas são pioneiras, intuitivas, espiritualizadas, questionadoras, agitadas, inteligentes, sensíveis, ativas e comunicativas. Parapsicólogos e esotéricos definem as crianças como meninos e meninas especiais, que estão aqui para estimular uma transformação social e uma evolução espiritual no planeta. Cada vez mais numerosas, elas precisam ser educadas e compreendidas, segundo especialistas, para ter um desenvolvimento adequado e feliz.

Criados na era digital, democrática e do rompimento da família clássica, as crianças índigo já foram acusadas de serem sem educação e até egoístas. Por outro lado, ao estudar o comportamento, especialistas afirmam que elas não são perfeitas, como qualquer outro grupo, mas não são revoltadas e ainda têm valores éticos muito desenvolvidos, optam pelo aprendizado criativo, têm uma sensibilidade muito forte quanto o assunto são as relações humanas e lidam muito mal com briga e arrogância.

O padrão de comportamento até hoje é pouco documentado e não é reconhecido pela psicologia tradicional. Wagner de Assis, o mesmo diretor do longa Nosso Lar, decidiu, no entanto, jogar holofote sobre o assunto e lança no próximo dia 12, Dia das Crianças, o filme A Menina Índigo, que não é defesa sobre o assunto ou um documentário, mas conta a história de Sofia, uma menina de sete anos que apresenta comportamento considerado fora do padrão, na escola e em sua relação com os adultos. Além de ter hábitos ousados, ela faz questionamentos sobre a normalidade e também exibe um olhar espiritualizado para todas as coisas.

Com Letícia Braga, Murilo Rosa e Fernanda Machado no elenco, o filme conta a história da garotinha que provoca um choque nas relações familiares ao obrigar todos ao seu redor a repensarem suas vidas. Sua mãe, a executiva Luciana, acredita que ela tem algo especial que a faz curar as pessoas. No entanto, o pai Ricardo, um competente jornalista, é mais racional. Ela, por outro lado, quer curá-lo para voltar a amar a mãe. Na escola, a menina se recusa a pintar dentro da tela em branco e, depois de uma crise, decide não ir mais às aulas porque já sabe toda a matéria. Questionadora, ela não aceita um não sem argumentos verdadeiros como resposta.

Neste cenário, Wagner de Assis afirma que o filme nasce de um interesse de falar dos novos tempos e contar a história de uma integrante desta nova geração. “Não queremos fazer uma análise de cenário ou defender uma tese mas sim, a partir de alguma coisa nova, algo que nos impulsione, recarregar nossa porção de esperança num presente e futuro melhores.” Assis afirma que decidiu lançar um filme sobre o tema por diferentes motivos. Foi inspirado pelo filme espírita Nosso Lar, por uma conversa com a escritora de novela Elizabeth Jhin, pelos ensinamentos do médium Divaldo Pereira, por descobrir o aumento do consumo de remédios para crianças tratar distúrbios comportamentais e perceber uma crise dentro das escolas, com alto número de evasão e crianças desinteressadas.

O filme, segundo o cineasta, é baseado em uma história original. “No entanto, sei que é inspirada em muitas histórias reais de crianças que estudam em escolas com ensino inadequado, que tomam medicações indevidas e não tem comunicação com os pais dentro de casa”. Pai de crianças com 9 e 4 anos, Assis afirma que o filme é indicado para pais e mães. “O longa reflete sobre como estamos cuidando das nossas crianças. Precisamos rever a educação base das escolas, diante desta crise moral e ética no país. Além disso, é preciso avaliar processos educacionais das famílias. É preciso apresentar uma nova forma de fazer as coisas e fazer bem.”

 

 

Elas querem um mundo mais fraterno

Os escritores Lee Carroll e Jan Tober, no livro Crianças Índigo - Crianças Muito Especiais Estão Chegando, lançado pela Butterfly Editora, explicam que as crianças índigo tem ligação forte com a espiritualidade e querem construir um mundo novo. Questionadoras, elas percebem as verdadeiras intenções e as fraquezas dos adultos e os enfrentam de igual para igual, sem temer rejeições. Inovadoras, elas ainda fazem conexões rápidas entre diversas áreas, têm grandes ideias e gostam de saber o porquê das coisas. 

No Brasil, é comum associar o conceito índigo ao espiritismo. O médium Divaldo Franco afirma que as crianças índigos possuem espiritualidade muito fortes. No livro A Nova Geração: A visão Espírita sobre as crianças índigo e cristal, lançado pela editora Leal, ele afirma que as crianças índigos integram uma geração espiritual e especial e serão responsáveis pela grande transição de um mundo de guerras e sofrimentos para um novo, mais fraterno e pacífico.

A psicóloga Silmara Brizoti afirma que, apesar da ciência não ter comprovado cientificamente o conceito, é preciso trabalhar as características destas crianças, como qualquer outras, no consultório, caso haja necessidade. “Pais que estão confusos sobre os comportamento devem buscar orientação, principalmente porque é muito comum confundir a personalidade da criança vista como índigo com o de uma portadora de transtorno de déficit de atenção. No entanto, é preciso estudar muito ainda a classificação de comportamento.”

O psiquiatra Ururahy Botosi Barroso afirma também que o termo índigo ainda precisa ser mais estudado. “O que sabemos é que são crianças mais desenvolvidas, que também é uma característica das crianças da nova geração. Elas mais estimuladas e têm mais facilidade para aprender e com mais desejo para mudar o mundo. A bagagem intelectual delas é acima da média.”

Entenda melhor

  • Nos anos 80, a psicóloga americana chamada Nancy AnnTaylor começou a estudar o comportamento de crianças que apresentavam coloração azul em suas auras e os mesmos problemas de relacionamentos com o mundo, questões em relação ao conceito de normalidade, conflitos com pais autoritários e insensíveis, e, também, a mesma forma de lidar com o conhecimento que vinha da escola.
  • Eram hiperativos para determinadas coisas, tinham déficits para outras. Superdotados ou não, precisavam de atenção individualizada para serem criados. Começou-se, assim, a desenhar um perfil de uma nova geração quando as pesquisa reverberaram em outros países.
  • Descobriu-se que crianças com essas capacidades tão questionadoras e transformadoras ao mesmo tempo, com forças e princípios tão corretos, éticos e morais genuinamente, passaram a ser partes integrantes de várias sociedades, com grande carga de humanidade, sensibilidade, senso de justiça e ética que independem do mundo que vêem ao seu redor.

 

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