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Sexta-feira, 13.10.17 às 07:40

Audiolivros ressurgem como nova esperança para editoras

Maria Fernanda Rodrigues, enviada especial - AE
Nos anos 1980, era comum as crianças ouvirem histórias em fitas cassete e discos de vinil. Antes disso, discos também traziam poetas declamando seus poemas. Décadas depois, no início dos anos 2000, algumas editoras brasileiras investiram em livros em CD - e isso deu menos certo que as tentativas anteriores. Pois hoje, em pleno ano de 2017, o que mais se ouve na Feira de Frankfurt é que o audiolivro está mais vivo do que nunca. E está. A Nielsen, que monitora as vendas de livros em diversos países, chamou o momento de revolução. Andre Breet, diretor internacional da empresa, disse que as vendas crescem significativamente nos EUA e Inglaterra (lá, elas dobraram entre 2015 e 2016). No Brasil, duas empresas se destacam e oferecem serviços de assinatura de audiolivros: a Ubook e a Toca Livros. Ainda não é um mercado expressivo, mas, a contar pelo que vem pela frente, podemos ver que se está mesmo acreditando no negócio: há rumores de que o Google entra neste mercado em novembro - e uma hora ele chega ao Brasil. Kobo também. Já era para a Audible, da Amazon, ter começado a operar no País e, pelo que se comenta, esse dia está próximo. A alemã Bookwire, que acaba de comprar a distribuidora digital DLD, planeja para o início de 2018 a inclusão desse serviço para seus clientes - as principais editoras do País. Criada há três anos e que em 2015 teve um aporte de investimento, a startup Ubook não vê como risco a chegada dos grandes players. Segundo Anderson Santos, gerente de aquisições, é melhor ter uma pequena participação em um grande mercado do que liderar um mercado praticamente inexistente. Isso porque, para ele, o serviço vai se tornar mais conhecido quando essas empresas estiverem no País. Hoje, ele conta, a Ubook tem dois milhões de usuários cadastrados na América Latina e 15 mil audiolivros em três idiomas. E quem ouve esses audiobooks? Entre os brasileiros, 40% têm entre 25 e 34 anos; 27%, de 35 a 44; 15%, entre 18 e 24; 10%, entre 45 e 54; 4%, entre 55 e 64 e 2% acima de 65 anos. A maioria (67%) é homem. E o tempo médio é de 6h12 por mês - um livro de 250 páginas equivale a aproximadamente 6 horas. A maioria lê das 17h30 às 20 h. Já entre os britânicos, o perfil não é o mesmo do leitor de livros impressos e digitais: a maioria é homem, jovem e não é um leitor contumaz. Lê-se mais a caminho de algum lugar (31%), mas também no tempo livre em casa (19%) e antes de dormir (19%). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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