Cidades

X
  • Quarta-feira, 18 de Outubro
  • Onde quer que vá, vá com o coração!
Cidades

Matéria

Sexta-feira, 21.04.17 às 00:00 / Atualizado em 20.04.17 às 21:03

Estoque baixo impede o Banco de Leite Humano de atender a demanda

Millena Grigoleti
Mara Sousa Georgia Paulino - 21042017
Georgia e o filho Enrico, 9 meses: ela amamenta o pequeno e doa o excedente para o Banco de Leite de Rio Preto

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de assinante:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do
Diario da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 15,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Mara Sousa Georgia Paulino - 21042017
Georgia e o filho Enrico, 9 meses: ela amamenta o pequeno e doa o excedente para o Banco de Leite de Rio Preto

Com o estoque baixo, o Banco de Leite Humano de Rio Preto precisa de mães doadoras. Na última semana, das 206 crianças hospitalizadas que precisavam de leite, apenas 104 foram atendidas, e não completamente. Hoje com bochechas rosadas e esperando a alta, Ana Laura nasceu prematura, com 26 semanas, em 14 de janeiro. Era para ter vindo ao mundo em 10 de abril. A mãe, Ana Paula Jantorno, funcionária pública de 40 anos, teve deslocamento de placenta. 

Ana Paula produz pouco leite por conta do tempo que passa no hospital e precisa do Banco para complementar o que a filha mama por dia. “O leite materno é fundamental para a criança que nasce a termo, imagina para recém-nascido extremo. Realmente salva vidas. É o melhor antibiótico, a alimentação mais rica que a gente tem”, afirma. “Sem o leite, ela não teria se desenvolvido tão bem e imagino que não estaria tão saudável”, acredita. A pequena ganhou peso nesses pouco mais de três meses: subiu de 924 gramas para 2,9 quilos. Nos últimos dois meses, aumentou a demanda no Banco de Leite. 

Foram 283 prescrições em fevereiro ante 521 em março - um crescimento de 84%. Atualmente são 107 doadoras enquanto o ideal seria que fossem pelo menos 170. “A gente atende todas as prioridades, que são aquelas que o médico fala que precisa ser leite materno. Se dá uma brecha, pode colocar o complemento, que é leite em pó. A gente dá preferência para aquelas que são exclusivas”, explica Priscila Celina Bonomo Teodoro, gerente do Banco de Leite. Segundo ela, aumentou o número de mililitros (ml) pedidos para as crianças. “Às vezes, o médico pedia 1 ou 2ml, agora acaba pedindo 20ml. Isso fez com que nosso estoque caísse.”

 

Ana Paula - 21042017 Ana Paula segura a filha Ana Laura, de 3 meses. A menina nasceu prematura e precisa do leite doado, pois a mãe produz pouco por causa do tempo que passa no hospital

Como funciona

As mães que deram à luz recentemente podem doar no Banco ou em casa, com frascos fornecidos pela entidade, que os recolhe uma vez por semana, independentemente da quantidade. Em Rio Preto, o leite faz a diferença na vida de bebês prematuros, de baixo peso que não sugam, portadores de imunodeficiência, problemas no aparelho digestivo ou em filhos de mães que, por algum problema de saúde, não podem amamentar o bebê. Sempre é necessário prescrição de um médico ou nutricionista.

Hospitais

O Banco atende a quatro hospitais: Austa, Beneficência Portuguesa, Hospital da Criança e Maternidade (HCM) e Santa Casa. Além das doações, orienta as mamães sobre a amamentação, dando dicas sobre a pega, por exemplo. Para a mãe que quer voltar a trabalhar e é doadora, o Banco pasteuriza o leite e devolve 50% do que foi doado pronto para armazenamento. Quem está no hospital com o filho também faz a coleta, e o leite volta para a própria criança, podendo ser armazenado e estimulando a produção da mãe. Toda a quantidade é pasteurizada e submetida a exames de valor calórico, acidez e bactérias e somente depois dos resultados é liberada para consumo dos pequenos. O produto dura até seis meses.

 

Arte - Leite materno - 21042017 clique na imagem para ampliar

Georgia faz a diferença

Georgia Paulino, veterinária de 36 anos, é mãe de Enrico, de 9 meses. Ela doa de 500 ml a um litro de leite por semana. “Graças a Deus tenho leite suficiente para meu filho e excedente. Me colocar no lugar das mães que não podem ou não têm como amamentar seus filhos foi o fator decisivo”, conta. Georgia é uma das 107 mães que ajudam os bebezinhos que precisam de leite. Enrico se alimentou só com leite materno até os seis meses. “Há um mês me mudei para Rio Preto, morava em Ribeirão Preto e era doadora lá. Logo que cheguei procurei o Banco de Leite daqui”, relata a mãe.

Maria Carmem Monteiro de Carvalho, chefe da UTI Neonatal do HCM, diz que o leite materno é o melhor alimento para a criança. “Não há nada que se assemelhe. Tem todas as vitaminas que o bebê precisa, ferro, minerais, anticorpos que vão ajudar na imunidade”, aponta. Até os seis meses, pode ser o único alimento da criança: é completo e tem a quantidade exata de calorias, gorduras e sódio. A médica comenta que quanto mais leite a mãe tira mais ela produz. Ou seja: não é preciso ficar com medo de que ao doar falte leite para o próprio filho. 

 

Comentários

Recomendadas

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 15,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Facilite seu acesso agregando uma
conta de rede social ao seu perfil
Sexo
Confirme seu cadastro

Para acessar nossos conteúdos especiais é necessario que você ative seu cadastro.

Acesse seu e-mail e clique no link que lhe enviamos. Caso não tenha recebebido, digite abaixo seu e-mail.