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Sexta-feira, 17.02.17 às 00:00 / Atualizado em 16.02.17 às 22:41

A cada dois dias, uma pessoa é internada por queimaduras

Millena Grigoleti
Johnny Torres Adailson Alves Rocha Junior - 17022017
Adailson mostra a foto da mulher, grávida, que morreu vítima de queimaduras

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Johnny Torres Adailson Alves Rocha Junior - 17022017
Adailson mostra a foto da mulher, grávida, que morreu vítima de queimaduras

Em 2016 foram internados 263 pacientes no hospital referência em queimaduras da região, o Padre Albino, em Catanduva. A maioria dos pacientes encaminhados para a unidade tem lesões mais profundas, de segundo e terceiro graus. Isso dá um paciente a cada dia hospitalizadas por ocorrências, geralmente acidentais, do gênero. Em 2015 e 2016, 14 pessoas morreram vítimas de queimaduras na divisão administrativa de Rio Preto. Os dados são do Datasus (Departamento de Informática do SUS). 

Mas, grande parte das vítimas sobreviventes acabam carregando marcas físicas e emocionais como consequências adicionais. De acordo com o médico Pedro Henrique Soubia Sanches, da equipe da Unidade de Tratamento para Queimados do Padre Albino, é possível notar diferença de agente causador de queimaduras conforme a idade do paciente. Nas crianças, a maioria é causada por contato com líquido quente. Nos adultos, a maior parte são líquidos quentes e chama direta.

Foi o que matou a dona de casa Francilene dos Santos Silva da Penha, 26 anos, moradora de Rio Preto. Ela estava grávida de 17 semanas quando tentou cozinhar utilizando álcool para fazer fogo – por falta de dinheiro, o botijão de gás estava vazio. As chamas atingiram seu corpo, que ficou 70% queimado . O acidente aconteceu dia 15 de janeiro. A mulher morreu em 7 de fevereiro. "Eu cheguei 9h da manhã do trabalho, ela fez a comida, nós almoçamos e ela foi descansar um pouco", conta Adailson Alves Rocha Junior, de 25 anos, marido de Francilene.

 

Arte - Queimadura - 17022017 Clique na imagem para amplair

A mulher teria acordado por volta das 16h para esquentar a comida. O marido ficou deitado quando foi acordado por um forte barulho e gritos de Francilene, que pedia socorro. "Acho que ela deixou a tampa [DO ÁLCOOL]aberta e foi riscar o fogo do fogão. Explodiu, pegou fogo nela", lembra. "Acho que ela teve um descuido. Já tinha esse costume, já tinha feito outras vezes. Não sei se ela acordou meio grogue", afirma Adailson. "É difícil."

Gravidade

No Hospital de Base foram registrados 174 atendimentos relacionados a queimaduras em 2016. Alguns destes pacientes acabam sendo transferidos para o hospital em Catanduva. No caso, as mais profundas, levando-se em conta os locais do corpo que foram acometidos e a quantidade queimada. As lesões de 1º grau atingem somente a camada mais superficial da pele, deixando-a vermelha e dolorida. 

"Já as lesões de 2º grau apresentam bolhas e também são dolorosas. A queimadura de 3º grau é mais profunda e acomete toda a pele podendo ultrapassar a gordura em alguns casos e possui uma aparência esbranquiçada, sem dor local", explica o médico. A evolução e o tratamento das lesões dependem dos locais afetados, profundidade e quantidade da queimadura.

Cuidados

Ao sofrer uma queimadura, a primeira coisa que deve ser feita é colocar o local atingido em água corrente, por volta de 15 minutos, e procurar atendimento médico para avaliação da necessidade de internação e tratamento do machucado. Em alguns casos, é necessário acionar a emergência para resgate. Segundo o médico, o fogo age causando um dano térmico na pele e tecidos, fazendo com que haja perda da pele. 

"O que facilita o aparecimento de infecções, cicatrizes e outras alterações mais graves, sendo possível até a morte", afirma. O tratamento pode variar de clínico, com curativos, até cirúrgico, com enxertos. São os transplantes de pele. "Lembrando que o acompanhamento da lesão é muito importante, mesmo após o fechamento da mesma", orienta.

 

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