Cidades

X
  • Quarta-feira, 18 de Outubro
  • Onde quer que vá, vá com o coração!
Cidades

Matéria

Sexta-feira, 21.04.17 às 00:00 / Atualizado em 20.04.17 às 21:41

A bela da Playboy e supercampeã de Barretos já amargou maus momentos

Carlos Petrocilo
Johnny Torres/Arquivo Keyla Polizello - 21042017
A bela da Playboy, filha de família rica e amazona que tem no currículo 10 títulos em Barretos, já amargou maus momentos, como uma depressão. Hoje mora nos Estados Unidos e credita a Deus suas conquistas

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de assinante:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do
Diario da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 15,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Johnny Torres/Arquivo Keyla Polizello - 21042017
A bela da Playboy, filha de família rica e amazona que tem no currículo 10 títulos em Barretos, já amargou maus momentos, como uma depressão. Hoje mora nos Estados Unidos e credita a Deus suas conquistas

A beleza de Keyla Polizello é apenas um detalhe. Embora, perceptível e digna de capa da revista Playboy em 2005. Aos 31 anos, a amazona que detém dez títulos em prova dos três tambores em Barretos, sendo seis no circuito internacional, deixou a vida confortável na presença dos pais, a estrutura de treinos em seu haras em Rio Preto para debutar nas provas dos Estados Unidos.

A vida na terra do tio Sam destoa dos bens conquistados pelas bandas do noroeste paulista. “É uma mudança radical”, disse a rio-pretense. Portanto, não é a primeira reviravolta. Keyla, a da capa da Playboy e das conquistas na arena, é também a jovem rica e que, afetada por uma depressão, foi estudar jornalismo, depois cursou publicidade e propaganda e pós-graduação em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas.

Para quem já deixou um auditório aos prantos pela dificuldade de falar em público, hoje impressiona com palestras e frases motivacionais. Desencanada de tudo e todos, assumiu o papel de influenciadora digital e recebe roupa e cachê de três grifes - uma norte-americana - para postar modelitos. No Facebook, Keyla reúne mais de 104 mil seguidores. São mulheres adolescentes, solteiras e casadas. 

Há uma legião de religiosas, após Keyla trabalhar para uma marca de moda evangélica. Por isso, ela garante, que não posaria mais nua. Fotos, agora, com perfil angelical. “Hoje, assumi o meu lado empresarial, negociando compra e venda de cavalos. Tenho 16 cavalos no haras em Rio Preto. Nas redes sociais, sei que tenho muitas seguidoras e entre elas crianças. Também dou palestras para crianças que pretendem competir profissionalmente”, afirma.

Mas em nenhum momento, a rio-pretense se arrependeu. Pelo contrário. Com o cachê da Playboy, Keyla comprou 500 cabeças de gados e terrenos. O valor total, oferecido pela revista, jamais poderá ser revelado de acordo com contrato entre as duas partes. Aliás, foi o pai de Keyla que negociou. Em 2004, uma equipe da Playboy abordou a rio-pretense na festa de Barretos e fez foto bem comportada - com camisa manga comprida. 

Naquela ocasião, a Globo lançaria a novela América. Em seguida, ligaram para o seu Antônio Augusto. Keyla desacreditou. “Era muito pequenina (1,58m de altura), baixinha e imaginava que só mulherão estampava espaço na revista. Meu pai disse que me apoiaria. Ele e minha mãe, Zezé, são anjos da minha vida. Muitos questionaram, alguns falaram que não precisaria dessa exposição, que minha família já tinha dinheiro.

Mas, dinheiro não é bom? Quem não precisa de dinheiro? Foi uma das melhores coisas da minha vida”, conta. “Eu me senti muito valorizada, pois mostraram o lado feminino. Houve timidez nos ensaios, até que minhas fotos são comportadas (risos). Não bebi nada para me soltar. Eles até ofereceram. A equipe, com 16 profissionais, foi muito cuidadosa. E o fotógrafo Marlos Bakker, tenho que agradecer.”

 

Arte - Keyla Polizello - 21042017

A depressão

Keyla terminou 2010 empolgada com mais um título em Barretos. Porém, no ano de 2011, a vida sofreu a segunda reviravolta após conversa séria com o pai. “Ele disse que havia chegado o momento de encerrar a carreira, porque não seria possível sobreviver como competidora da prova dos três tambores, um esporte que não daria dinheiro, e que deveria estudar, trabalhar. Naquele momento, eu não entendi, foram meses de depressão, só que foi a melhor coisa que meu pai podia ter feito.

Eu passei a visitar hospitais, como o do câncer, asilos. Passei a ser mais humana. Inclusive, a dividir as coisas. Lembro dos dias em que entreguei meu casaco para uma criança carente. E, além disso, fui estudar.” Keyla vive sobre cavalos desde os três anos e começou competir aos cinco. Arrumar emprego não seria problema. A família é dona da empresa Kelly Metais, fundada em 1979. Coube a ela tocar o departamento de marketing.

“Não me sentia preparada. Lembro que, nos primeiras dias, quase não tinha o que conversar. Enquanto falavam de negócios, eu só sabia conversar sobre cavalos. Por isso, falo que a decisão do meu pai foi muito certo, porque isso me fez estudar jornalismo, publicidade e fiz pós em graduação. Comecei do zero e consegui muita coisa, não queria estar ali só por ser a filha do dono. Na faculdade de jornalismo, ela escreveu um livro-reportagem sobre a saga de um assassino de Novo Horizonte.

O coração

Nos Estados Unidos, Keyla vive ao lado do amado, o cavaleiro paranaense Marcos Alan Costa, uma das estrelas mundiais na prova do laço. Engraçado é que, por quatro anos, os dois namoram a distância. Keyla em Rio Preto, e Marcos já no Texas. Aos 31 anos, a amazona não vive a ansiedade de ser mãe e pretende casar no ano que vem. Foi o patrocinador de Marcos quem cedeu espaço, na cidade de Childrees, para Keyla treinar. 

Ela se mandou para lá em setembro do ano passado e pretende viver a experiência, pelo menos, por um ano. “O esporte aqui é levado muito a sério. As mulheres vivem disso. Para comer, sobreviver, precisam ganhar títulos. Por isso, você nota muitas delas em caminhão, com cinco, seis cavalos, chegando para as provas.” Durante os sete meses, ela conquistou o terceiro lugar no campeonato o Show em San Antonio TX.

Os milagres

No diálogo com Keyla, por telefone dos Estados Unidos, deparamos com nome de Deus por 13 vezes durante 50 minutos. À ele, a amazona credita seus títulos de Barretos. “Em 2006, cheguei em má fase na final, o meu cavalo teve uma doença, uma espécie de alergia que deixou dolorido. Liguei para os meus pais, desconsolada e falei que nem sabia o que estava fazendo ali. Já havia classificado em oitava lugar e não teria chances. Um amigo ouviu e disse que, para Deus, nada é impossível. Que eu poderia conseguir o tempo de 18.018 segundos na final. Foi justamente o que aconteceu. Só pedia perdão para Deus”. Quem não perdoaria?

Com açúcar

Keyla é de bem com a vida e apaixonada pelo que faz. Além da simpatia e a beleza, a amazona é boa de conversa, não foge de pergunta. Nas arenas de rodeios, ela desponta como uma guerreira. Começou a montar em cavalos aos três anos e, aos cinco, estava competindo. Aos 31 anos, ela encarou vários desafios, entre eles, como empresária, e investiu o cachê da Playboy para expandir seus negócios: comprando terrenos e 500 cabeças de gados.

Com pimenta

Embora mantenha a sobrancelha desenhada e o cabelo impecável, Keyla diz que, nos Estados Unidos, vai pouco aos salões de beleza. “Não há muitas opções como no Brasil. Além da vida corrida. Nem faço meu mega-hair aqui e somente a manutenção da sobrancelha”, garante a rio-pretense. Para manter a forma, ela diz que corre uma hora todos os dias. Diz que tem muitos defeitos. Entre os principais, ela lista; é ciumenta e muito nervosa.”

 

Comentários

Recomendadas

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 15,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Facilite seu acesso agregando uma
conta de rede social ao seu perfil
Sexo
Confirme seu cadastro

Para acessar nossos conteúdos especiais é necessario que você ative seu cadastro.

Acesse seu e-mail e clique no link que lhe enviamos. Caso não tenha recebebido, digite abaixo seu e-mail.