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Quarta-feira, 13.09.17 às 00:00 / Atualizado em 12.09.17 às 22:54

Intolerância no trânsito

Arte - Editorial - 12072017

Terça-feira, 5 de setembro, 19h40, avenida Murchid Homsi. Estressado e alucinado sabe-se lá por quais motivos, um motorista incomodado com a lentidão do trânsito à sua frente na pista da esquerda joga o carro para a direita, quase toca em outros veículos e, antes de completar a ultrapassagem criminosa, abusa da luz alta e ainda solta um palavrão para o condutor que dirigia devagar simplesmente porque por ali tinha automóvel demais.

Domingo, 10 de setembro, vídeo começa a circular nas redes sociais mostrando outra barbaridade. Motoristas de um Gol e de uma Pajero travam duelo animal na avenida José Munia, sobem pela rua Roberto Simonsen e vão parar na avenida Faria Lima. No trajeto, várias fechadas, batidas e ultrapassagens pela direita.

São apenas dois exemplos mais recentes de uma rotina que tem feito a fama de Rio Preto como uma das mais complicadas cidades brasileiras para se dirigir. Esse sentimento não é necessariamente resultado de estudos específicos, mas da própria experiência em trafegar em meio a motoristas - desleixados, despreparados ou bêbados - que insistem em não usar a seta, desrespeitam faixas de pedestres e de ciclistas, furam semáforos no vermelho e veem no sinal amarelo um convite para acelerar, atropelar, matar e morrer.

Diante de tanto abuso que qualquer rio-pretense consegue testemunhar sem tanto esforço, cai por terra a tese da tal indústria da multa, como jocosamente é chamado o conjunto de radares em funcionamento na cidade. A fiscalização eletrônica é extremamente necessária numa cidade que caminha para ter um carro a cada habitante e onde motoristas nem sempre estão dispostos a se esforçar um pouco por uma convivência minimamente harmoniosa. Nesse contexto, ainda é preciso levar em consideração o sistema viário arcaico, que obriga as pessoas a acumularem até duas horas por dia dentro do carro, somando as idas e as voltas nos trajetos entre casa e trabalho.

Cenas de intolerância no trânsito de Rio Preto já não podem mais ser consideradas exceções. Lamentável e perigosamente, estão se transformando em regra. Campanhas educativas são sempre importantes, mas o cenário atual exige medidas mais abrangentes e rigorosas, a começar pela caça implacável aos infratores, especialmente os que se encaixam no perfil dos bandidos dos últimos dias. Motorista que assume o risco de matar deve ser tratado como matador. Enquanto isso, que as autoridades não percam de vista os compromissos de palanque, façam funcionar as ferramentas operacionais e façam andar os projetos estruturais.

 

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