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Quinta-feira, 05.10.17 às 00:00 / Atualizado em 04.10.17 às 22:08

Debaixo do tapete

Arte - Editorial - 12072017

A Câmara de Rio Preto deu mais uma prova na sessão de terça-feira de que entra vereador sai vereador e o parlamento continua lastimável, com uma capacidade inacreditável de piorar o que parece ser o fundo do poço. Depois de oito anos varrendo a sujeira para debaixo do tapete, completamente subjugada pelo ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB), que não admitia qualquer questionamento sobre sua gestão, esperava-se um Legislativo mais arejado, ainda mais com a volta de Edinho Araújo (PMDB) ao governo, prefeito que, ao menos neste aspecto, é um pouco diferente do antecessor.

Continuam lá, porém, vereadores que atuavam como “coronéis” do ex-prefeito entre os demais colegas para impedir que a Casa abrisse CPIs ou convocasse secretários para esclarecer procedimentos obscuros ou escancaradas irregularidades cometidas pelo Executivo. Entre os comandantes da tropa estavam Fábio Marcondes (PR) e Paulo Pauléra (PP), os dois, aliás, alçados à presidência da Câmara nos anos de Valdomiro.

São vereadores assim que continuam ditando as regras no Legislativo e que viraram as costas para a opinião pública na noite de terça-feira para investigar dois colegas, Anderson Branco (PR) e próprio Pauléra - os nobres parlamentares que usaram veículo oficial, motorista e dinheiro do contribuinte de maneira de suspeita. Branco viajou a Brasília, às expensas do erário, para oferecer título honorário, que a Câmara nem havia aprovado ainda, para o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), enquanto Paulo Pauléra viajou a São Paulo para fazer o mesmo com o prefeito João Doria (PSB). Pauléra até que teve o cuidado, no entanto, de aprovar a honraria antes de bater na porta do tucano. E não passou a humilhação de Branco, que recebeu uma recusa de Bolsonaro.

Os vereadores que saíram em defesa dos dois, incluindo aí o presidente da Casa, Jean Charles (PMDB), contentaram-se com a explicação de ambos, de que as viagens serviram para o cumprimento de outras agendas de caráter público, e isso justificaria o gasto do dinheiro. Essas explicações, no entanto, e eventuais documentos que as comprovem, não poderiam servir de provas incontestáveis, como deu a entender Jean Charles em seu pronunciamento durante a sessão. Até para dar mais lisura à questão deviam ser esquadrinhadas pela investigação proposta pelo vereador Marco Rillo (PT) e negada pelo plenário. Se são de fato incontestáveis, a apuração iria dar um atestado de idoneidade. Do jeito que fizeram, a impressão que fica é diametralmente oposta.

Para que o leitor não esqueça de seus nomes, além de Marcondes, votaram contra o pedido de investigação os vereadores Celso Peixão e José Carlos Marinho (do PSB), Francisco Júnior e José Lagoeiro (do DEM), Jean Dornelas e Karina Caroline (do PRB) e Gerson Furquim (PP). Acrescente-se à lista Jorge Menezes (PTB), que se ausentou da votação.

 

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