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Quarta-feira, 28.09.16 às 00:00 / Atualizado em 27.09.16 às 22:52

A eficiência da mediocridade

Neuseli Lamari
Neuseli Lamari - 28092016

Como é possível se equilibrar na corda bamba da existência arrasada, quando se consolidam as piores práticas éticas? Como entender a eficiência da mediocridade? Como aceitar a infâmia como ferramenta escolhida na correlação dos fazeres institucionais?

Teve épocas em que a ascensão e a tomada de decisões se davam pelo preparo científico, clínico e ético, que representavam sacrifícios na escada da constituição legítima que se constrói na argamassa do conhecimento.

Nos orgulhávamos da nossa sofrida formação pelo mestrado, doutorado e a livre docência que, supostamente, é o patamar que representa nossa exegeses.

Empolgados, compartilhamos conhecimento com os principais centros de pesquisa de diferentes países, que valorizam a atitude proativa do conhecimento. Somos renúncias e acreditamos na legitimidade. Crasso erro!

Nos dias que vivemos tudo isso parece ficção retórica, condenada ao fracasso. Assistimos caminhos mais “eficientes”, “espertinhos” para alcançar aquilo que, em outras épocas, se fazia pelo legítima meritocracia. Alertemos a todos que o modus operandi é outro.

Hoje as práticas mudaram e é necessário fazer pós-graduação em falcatrua, pós-doutorado, em conluios, livre docência em falta de caráter, fazer mestrado obrigatório para perder o respeito, participar de seminários para perder a dimensão do outro, lato sensu em ego inconsistente, pactuado com o próprio umbigo.

Estamos frente a nova “Passargada”. O que impera é que seja amigo dos que sabem dar rasteiras no rei, dos que transitam nos esgotos das afinidades casuais e que tenham militância comprometida com a infâmia.

Só assim avançaremos. Tem que trair, desqualificar, arrumar estatutos e leis ao livre alvedrio. Assistimos ao “Vem comigo” que teu cargo esta acertado! Entra no jogo espúrio que é “batata”.

Observem que onde os sérios demoram anos, aqui conosco, no nosso mandato, você acelera o tempo, vira coordenador de um dia para o outro. Seja amigo do rei!

Então, sente-se na mesa das ironias fátuas, aponte fragilidades, aparente na visibilidade do colunismo social. Será mais lido que texto científico.

Aprenda a driblar, dê rasteiras exatas, se fizer isso para mim, “o seu” estará garantido. E os cargos somos nós que definimos pela eficiência do pacto medíocre. É ele que sabe os caminhos da vitória rápida, já que sabe camuflar a incompetência sistêmica.

“Vem comigo”! Te asseguro que aos medíocres ninguém derrota, por uma questão de matemática simples, na verdade somos muitos mais.

Então, não tenha escrúpulos, para os que não tem estômago, o certo e o justo, tanto faz.

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