Diário da Região

01/09/2018 - 00h30min

Sexualidade

Saiba como lidar com as alterações hormonais

O ciclo menstrual influencia no desejo sexual e para lidar com as oscilações hormonais a mulher precisa conhecer o seu corpo

Freepik/Divulgação A libido acompanha as mudanças do ciclo menstrual, com alteração 
de hormônios, lubrificação
e sensibilidade
A libido acompanha as mudanças do ciclo menstrual, com alteração de hormônios, lubrificação e sensibilidade

O sobe e desce dos hormônios mexe com o humor e o comportamento. Durante o ciclo menstrual, o corpo da mulher passa por uma série de transformações que interferem nos sentimentos, inclusive no desejo sexual. Saber lidar com as alterações hormonais não é tarefa fácil. Mas entender como funciona o ciclo menstrual ajuda a decifrar o vaivém da libido.

Por definição, o ciclo menstrual é o intervalo de tempo que decorre entre o primeiro dia de uma menstruação e o primeiro dia da menstruação seguinte. "É regido por uma série de oscilações hormonais e funcionam através das interações entre o sistema nervoso central, ovários e tireoide", explica a ginecologista Thais Vitti Bedran de Castro, especialista em Reprodução Humana e professora da Faceres.

Segundo Thais, a TPM (Tensão Pré-Menstrual) interfere na qualidade de vida significativamente, tanto pelas mudanças físicas quanto pela oscilação de humor e redução do desejo sexual. "Há casos de depressão profunda e ideias de suicídio nos casos mais graves, necessitando de tratamento medicamentoso obrigatório".

Para entender e aprender a lidar com as oscilações, a mulher precisa conhecer o seu corpo e as alterações que ocorrem nele com o passar do tempo. A libido acompanha as mudanças do ciclo menstrual, com alteração de hormônios, lubrificação e sensibilidade. "A grande responsável pela libido é a testosterona, lembrando que o estrogênio também é fundamental. Quando a mulher está em seus dias férteis (por volta do 15º dia do ciclo), esse hormônio alcança seu ápice, assim como o estrogênio e a ocitocina, fazendo com que ela tenha mais desejo sexual, as deixando mais atraentes e confiantes", explica a Ginecologista Clícia Quadros, da Clínica Vivendas, acrescentando que para as mulheres o sexo se inicia no cérebro e "durante a TPM os seios ficam inchados e doloridos, fazendo muitas vezes com que ela não se sinta tão à vontade na frente do parceiro. É preciso saber como podemos amenizar essas situações e relaxar nos momentos a dois".

Durante a menstruação, os níveis de estrogênio e progesterona tendem a diminuir e afetar diretamente seu humor e abaixa também seu desejo sexual. "Entretanto as terminações nervosas genitais estão mais sensíveis e podem ser exploradas através de posições favoráveis que a deixem confortável e lhe proporcione prazer", orienta Clícia.

Tratamentos 

O uso de contraceptivos hormonais, segundo a ginecologista Thais, podem ajudar muito as mulheres com prejuízo da qualidade de vida nessa fase. "Esse tratamento inibe a fase ovulatória e consequentemente não há os picos de progesterona e estrógeno, responsáveis pelos sintomas da TPM. Em contrapartida, os anticoncepcionais também inibem o pico de desejo sexual da fase ovulatória e podem reduzir o desejo durante todo o ciclo. Por isso, cada caso deve ser individualizado pelo médico, priorizando o que mais incomoda a mulher e direcionando o tratamento de acordo com suas queixas principais."

Os tratamentos a base de medicamentos para aumentar a libido são cada vez mais comuns no mercado, e Clícia chama a atenção para o fato de que o desejo precisa ser estimulado. "Por isso é importante pensar diariamente em sexo e se sentir bem consigo mesma para que se sinta mais à vontade na hora H".

A alimentação balanceada e prática de atividade física regular podem contribuir para que a queda da libido seja minimizada. "Manter sua saúde em dia pode evitar diversos problemas de saúde, inclusive na queda da libido. O seu estilo de vida irá influenciar em sua disposição e na produção diária de hormônios", conclui Clícia.

Thais concorda e afirma que a prática de exercícios físicos regulares e alimentação saudável são fundamentais para minimizar os sintomas da tensão pré-menstrual e melhorar a disposição sexual. "A libido depende da autoestima e da disposição física e mental da mulher e nenhum tratamento medicamentoso é capaz de melhorar o desejo se os bons hábitos não forem cultivados". V&A

Fases do ciclo menstrual

Menstruação

Quando a camada interna do útero chamada endométrio descama, ocorrendo o sangramento. Isso acontece devido à queda dos hormônios produzidos durante o ciclo, consequência da não fecundação do óvulo. Há mulheres que se sentem bem nesse período, devido à redução das dores nas mamas, sensação de inchaço abdominal regredindo, retorno do bem-estar

Período pós-menstrual (preparação do óvulo)

A segunda fase do ciclo menstrual é quando o ovário é estimulado

a preparar o crescimento e rompimento de um óvulo. O principal hormônio que atua é o estrogênio e é nessa fase que a mulher se sente mais confortável

A ovulação

A terceira fase do ciclo menstrual é a ovulação, ocorrendo na metade do ciclo menstrual e tendo duração de 1 a 2 dias somente. Por exemplo, em um ciclo de 28 dias, ela ocorre em média entre o décimo terceiro e décimo quinto dia. Trata-se da fase que a mulher está no auge da sexualidade, disposição e bem-estar

Fase lútea (Tensão Pré-Menstrual)

Esta fase acontece, em média, nos últimos 12 dias do ciclo e o principal hormônio atuante é a progesterona associada ao aumento do estrogênio. É nessa fase que ocorre a TPM (tensão pré-menstrual) e a intensidade e severidade dos sintomas variam em cada mulher

Fonte - Thais Vitti Bedran de Castro, Ginecologista, especialista em Reprodução Humana

e professora da Faceres

Sintomas da TPM

• Depressão

• Choro facil

• Irritabilidade

• Alterações no apetite

• Insônia ou sonolência

• Recolhimento social, reclusão

• Dificuldade de concentração

• Diminuição do desejo sexual

• Dores musculares e nas articulações

• Dor de cabeça

• Fadiga

• Ganho de peso por retenção de líquidos

• Sensibilidade aumentada nos seios

• Aparecimento de acne por oleosidade excessiva na pele

• Alteração do hábito intestinal

Fonte - Thais Vitti Bedran de Castro, Ginecologista, especialista em Reprodução Humana e professora da Faceres

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